Bertolt Brecht *poesias



    La noce chez les petits-bourgeois >> a cobertura da castidade antes do casamento:



Eles sentiam a alma a fundir.
Ele pensava: ela é minha minha.
O fogo deles atiçava-se na sombra.
Ela pensava:só existe ele e eu.
Ele beijou-a na face
Porque ela era verdadeiramente ajuizada
E queria na verdade assim ficar.

... ... ... ... ... ... ... ...
Para evitar o sacrilégio
Ele foi a uma prostituta
Que lhe ensinou o manejo

... ... ... ... ... ... ... ...
Ela, para acalmar o fogo que a queima
Aceso pela comichão
Dirigiu-se a um tipo.

[Tradução Francesa de Edouard Pfrimmer]

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Não há outro meio de subsistir na sociedade burguesa a não ser pela castração intelectual e moral. ( peça de Reinhold Lenz ) Brecht;

Viste subir o preceptor
Ao seu calvário de zombaria:
Um pobre diabo que tratam
Tão mal que já não sabe onde dar com a cabeça.
Numa invenção mais verdadeira do que a natureza
Queixa-se de si mesmo, enfim,
Destruindo para sempre a força fecundante
Que só lhe causa dissabores:
Agindo segundo o seu natural
Causa-lhe mal ver potências.
É só depois deste sacrifício
Que se dignarão aceitá-lo nas instâncias superiores:
Tendo quebrado a própria espinha, terá por ofício
Quebrar a espinha dos seus alunos.
Eis o mestre alemão, não esqueçais nunca, Produto e propagador da Contra-Natureza.
Vós, de uma nova época, mestre e alunos,
Considerai a sua escravatura
Para vos libertardes dela.



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