Wilhelm Reich



      Jean-Marie Brohm, em Paris, no ano de 1966 em sua introdução ( da edição francesa) de [...]



" Como se a necessidade sexual não fosse também uma necessidade material! Além disto, as neuroses, longe de serem doenças burguesas, são, em larga medida, espalhadas à maneira de epidemia. As neuroses da classe operária não se diferenciam das outras, a não ser pelo refinamento cultural; têm um sentido de uma revolta mais crua e menos mascarada contra o 'massacre psíquico a que cada um está submetido'. O cidadão rico aguenta a sua neurose com dignidade ou vence-a de qualquer maneira; nos indivíduos das classes operárias, toma o aspecto de tragédia grotesca que fato é."

      "Reforma ou revolução sexual, em ligação com o problema geral: reforma ou revolução política. A reforma política. A reforma sexual visa afastar da vida sexual social inconveniente ligados, em última análise, ao regime econômico e que se exprimem nos sofrimentos morais dos indivíduos. Nas sociedade fundada em classes, paralelamente aos conflitos econômicos e às lutas de idéias, as contradições vão-se aprofundando entre a moral corrente, imposta ao conjunto da sociedade pelas classes dirigentes preocupadas em manter e consolidar o seu domínio, e as exigências naturais da sexualidade individual. Em dado momento, estas contradições acabam por engendrar uma crise que permanece insolúvel no quadro da ordem social existente. O burguês sentimental jamais compreenderá que a miséria sexual é um dos tributos da ordem social que ele defende"

  " na sociedade capitalista não existe libertação sexual da juventude,  nem vida sexual a não ser a da revolução"

 Reich no de 1932 ?????? ( tradução ) A. Fontes [ Portugal, Lisboa, 1978]

Reich cita

 [...] Daqui se conclui que a função de satisfação é mais importante na vida sexual do que a função de satisfação é mais importante na vida sexual do que a função de reprodução. Apesar disto, evita-se discutir diante dos jovens, quando seria necessário precisamente falar dela, e limitam-se habitualmente a encarar apenas a função de reprodução. Em breve discutiremos, nos próximos capítulos, os motivos políticos deste medo.

          Precisamos de tratar da reprodução porque todos os jovens, chegado à maturidade da procriação, devem conhecer está realidade e saber quais são os perigos a que estão sujeitos e que a essa função estão ligados na sociedade burguesa. Se abordarmos aqui os perigos, não é para meter medo mas para melhor se lutar contra eles. Não liquidarmos o assunto da reprodução pregando à mocidade a abstinência, como fazem os padres vestidos de educadores. Importa saber como surge a gravidez, porque é que, no sistema social capitalista, as raparigas correm o maior perigo para a sua saúde, vida e existência quando ficam grávidas e como se pode evitar melhor a fecundação. Por consequência, não fazemos uma distinção entre os fatos correspondente à satisfação sexual e os correspondentes à reprodução, e mantemos que a satisfação sexual deve ser possível a todos sem que se tornem escravos da reprodução. " [...]

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